sábado, 27 de junho de 2026

“Supergirl”: um coming of age focado no carisma de Milly Alcock

Desde que passou a ser capitaneado pelo diretor James Gunn, muita expectativa se criou sobre a nova DC Studios. No entanto, após a chegada dos dois primeiros filmes ao cinema, “Superman” (2025) e “Supergirl”, agora em cartaz, a sensação é de uma leve frustração.

Não que os dois filmes sejam ruins. Longe disso. Eles são aventuras leves, divertidas, com um propósito bem definido para seus protagonistas e desafios para os mesmos. O que parece estar faltando é um ponto que sempre foi o grande foco de Gunn para definir se um projeto sairá ou não do papel no estúdio: o tal do bom roteiro.

No caso de “Supergirl”, o roteiro batido e pouco envolvente se associa a um vilão anódino e genérico que torna a aventura em alguns momentos um tanto quanto opaca e esquecível. Esse é o maior calcanhar de aquiles de um filme que tinha tudo para ser bem mais interessante ao falar sobre o trauma e o luto da sua protagonista.

E quando eu digo que é em alguns momentos que o filme é opaco e esquecível, é porque “Supergirl” tem um outro lado muito bom e interessante que compensam consideravelmente os seus problemas. É o fato de um filme ser um coming of age intergaláctico muito focado no excelente trabalho e no carisma de Milly Alcock como a protagonista.

Alcock já havia roubado a cena ao fazer a jovem Rhaenyra em “House of the dragon”, da HBO. Agora como protagonista do segundo grande filme da nova fase da DC, ela é o grande brilho de um filme que é infelizmente cheio de altos e baixos.

“Supergirl” se passa num momento em que Kara está a completar 23 anos e sente-se perdida e solitária no universo. Entregue à bebedeira e fugindo o máximo possível dos problemas, Kara parece não ter lugar desde o desaparecimento de Krypton e da morte dos seus pais. Ao contrário do seu primo, Kara teve uma vida ainda em Krypton e em Argo, uma espécie de cidadela que o seu pai conseguiu salvar após a destruição completa do planeta. E essa experiência de ver a família e o seu povo morrer lentamente por causa de alguns eventos que o filme explica moldaram completamente e traçaram a diferença dela para Clark, o Superman.

Kara sofre de uma dor que Clark nunca teve, pois foi enviado ainda bebê para a Terra, onde foi criado e cresceu ao lado dos Kent. Por isso, os primos têm uma visão de vida e de mundo completamente diferentes um do outro. É o que Kara diz durante o filme: “Clark vê o lado bom das pessoas, eu vejo a verdade”. Uma verdade, no entanto, moldada pela sua dor e pelo seu trauma e não necessariamente A verdade. Mas é claro que Kara ainda não consegue enxergar isso, pois seu estado de depressão é visível.

Quando as circunstâncias da vida a colocam no caminho de Ruthye (Eve Ridley), uma jovem em busca de vingança pela morte da família, Kara se vê tendo que entrar no meio daquela história. Especialmente depois que o vilão Krem (Matthias Schoenaerts) injeta um veneno em Krypto. A partir daí, ela terá 72 horas para salvar o cachorro da morte.

Como se vê, a trama de “Supergirl” é bem simples. Kara precisa correr contra o tempo para salvar seu cachorro da morte enquanto acaba se metendo na história de Ruthye e de outro personagem famoso e querido dos fãs, o Lobo (Jason Momoa).

O lado simplório do roteiro escrito por Ana Nogueira faz o filme dirigido por Craig Gillespie ficar em muitos momentos desinteressante. O que nos mantém conectados à é o trabalho de Alcock. A atriz soube expressar bem a dor e a solidão de Kara, seus dramas e sua necessidade de sumir para tentar sentir as coisas que não sente. Ela soube transmitir o olhar para a Terra sem se sentir em casa e conectada. Kara é uma imigrante forçada a viver longe da sua terra natal, enquanto Clark é como o filho do imigrante que já cresceu na Terra. As visões de mundo são completamente diferentes.

Ao longo do filme, Alcock consegue mostrar de forma sútil como a sua Kara vai amadurecendo para tornar-se a heroína que seus pais desejavam que ela fosse. E estes momentos fazem o filme crescer, apesar dos seus problemas bem visíveis.

É uma pena que o vilão de “Supergirl” seja tão genérico e desinteressante. Krem é um mero mercador de escravos sem camadas. É uma tela chapada no filme. Ele não tem um background interessante e nem mostra nada além de ser mal e sádico. Talvez seja o ponto mais fraco do filme. Se Kara tivesse um vilão mais interessante, o filme ganharia mais cor. Mas Krem não consegue nem ser um antagonista de ideias para o amadurecimento de Kara.

Outro problema é a presença do Lobo de Jason Momoa. As suas cenas são incríveis e o Lobo é um dos personagens mais carismáticos da DC, mas a sua presença não conecta em nada com a história do filme. O Lobo é como um curta dentro do longa metragem da Supergirl. Ele tem a sua própria história, faz o que dele se espera e vai embora. Eu quero crer que isso foi apenas uma forma de apresentar um personagem para uma nova geração e que talvez o Lobo venha a ter um filme solo ou uma participação mais interessante ou conectada com um filme no futuro.

Entre altos e baixos, no entanto, “Supergirl” é um filme divertido e que tem um coração. Embora seja da dupla Nogueira-Gillespie, ele tem muito de James Gunn no uso de trilha sonora e de construção rica de mundo, especialmente personagens secundários ou meros figurantes na tela. Vê-se muito da influência da trilogia “Guardiões da Galáxia” (2014–2023) neste “Supergirl”.

Por outro lado, “Supergirl” carece de dois pontos para ser mesmo um grande filme. No aspecto psicológico, um aprofundamento maior nas questões que causam as dores de Kara. Os temas são todos jogados de forma relativamente leve em meio a aventura que estamos vendo.

E num aspecto mais da aventura em si, Kara precisava de um vilão melhor e mais bem construído e até mais poderoso para que o filme não se repetisse dentro de si mesmo tendo que encontrar formas de diminuir os seus poderes para que ela se equiparasse um pouco a quem está enfrentando. Ainda que a ideia do sol verde seja até boa.

O saldo que fica é que a DC Studios de Gunn ainda está devendo um grande filme. Um grande filme como o “Batman” (2022) de Matt Reeves. Mas é inegável que tanto “Superman” quanto “Supergirl” tenham pontos positivos que valem uma ida ao cinema.

Nota 7/10.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Spielberg oferece respostas fáceis e conciliação ao tema dos extraterrestres em “Dia D”

O tema da vida fora da Terra sempre fascinou Steven Spielberg, que, não por acaso, já dirigiu cinco filmes sobre o assunto: “Firelight” (1964), “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), “E.T. — O Extraterrestre” (1982), “Guerra dos Mundos” (2005) e o novo “Dia D” (“Disclosure Day”, no original). Não vi o “Firelight”, filmado por um Spielberg ainda com 17 anos, mas pelo menos em cada um destes quatro últimos, o diretor aborda um aspecto diferente a partir de uma premissa básica: O que faríamos se descobríssemos que não estamos sozinhos no universo?

O que Spielberg oferece como resposta em “Dia D” é uma visão até certo ponto romântica e conciliadora sobre o tema. E com respostas fáceis a uma questão que parece longe de ter uma resposta fácil. Ainda, que, por outro lado, o filme tenha algumas qualidades que o tornam muito interessante.

“Dia D” começa com a tentativa de Daniel Kellner (Josh O´Connor) de recuperar a namorada Jane (Eve Hewson), que fora sequestrada pelos capangas do dono de uma empresa chamado Noah Scanlon (Colin Firth). Não sabemos nada sobre a vida destes personagens. Apenas que Kellner roubou algo de Scanlon e agora precisa enfrentar o dilema de devolver o que roubou em troca da namorada feita de refém.

Em outra parte da cidade, Margaret (Emily Blunt) vive uma crise existencial porque deseja mais do que ser a moça do tempo no telejornal local. Mais do que insatisfeita ela está inquieta e pensando em mudanças, o que deixa Jackson (Wyatt Russell), o seu namorado, preocupado, pois ele não deseja mudar de cidade mais uma vez. A visita de um pequeno pássaro vermelho, porém, muda ainda mais a dinâmica do casal, uma vez que subitamente após olhar para o pássaro, Margaret começa a falar em russo com Jackson.

Somente nestes 15 minutos iniciais, vemos aquela que é uma das grandes qualidades de “Dia D”. Spielberg não está disposto a contar tudo imediatamente na velocidade de um tik tok como vemos em muitas produções do cinema atual. Nenhuma pergunta a qualquer “esquisitice” ou “estranheza” que o filme apresenta fica sem resposta, mas precisamos pensar e ter paciência para ver a construção da resposta na tela.

É assim com o comportamento de Margaret, que, além de falar todas as línguas, começa a saber tudo sobre a vida de quem faz contato visual. É assim com Kellner, que tem uma incrível capacidade de compreender matematicamente a linguagem que lhe aparece quando Margaret é vista aparentemente grunhindo na TV. É assim com o biólogo Hugo Wakefield (Colman Domingo), que sempre aparece num cenário sendo construído, o que nos faz pensar o que ele estaria fazendo num estúdio de TV. Só descobrimos isso na parte final do filme.

O mesmo acontece com os objetivos estranhos, os truques mentais realizados com o auxílio de tecnologia e tudo o mais que gera uma pergunta na nossa cabeça. O ritmo do filme de 2h25min é o da paciência. Com paciência todas as respostas vão surgir. Podem não ser as que queremos, mas perguntas não ficam sem respostas.

Se é louvável que Spielberg faça um filme com ritmo de um cinema de poucas décadas atrás num mundo audiovisual com velocidade de videoclipe, penso que em alguns aspectos da forma e das ideias que o filme apresenta é um trabalho abaixo do que o diretor já nos ofereceu.

Num mundo cheio de conflitos e segredos, governos que não se importam com a verdade, corporações com poderes de Estado, bilionários comandando gigantes com influência em governos e redes sociais derretendo o cérebro do ser humano comum, é difícil imaginar a fluidez com que o filme atravessa os seus conflitos em seu tema central: revelar ao mundo a existência de vida extraterrestre e revelar ao mundo que o governo dos Estados Unidos guardava este segredo há décadas.

Scanlon é um personagem que resiste para manter os segredos guardados por sua empresa até simplesmente desistir e apenas aceitar o que virá pela frente como um espectador privilegiado de um telejornal. E mesmo Casper Boyd (Henry Lloyd-Hughes), o seu capanga principal, que dava sinais de que poderia se rebelar do chefe para “evitar o pior”, simplesmente nunca atinge por fim o que parecia ser o seu destino. Boyd é a metáfora do indivíduo que prefere permanecer na ignorância a saber a verdade. No entanto, Spielberg estabelece um limite que ele não pode avançar. A verdade prevalecerá.

Essa ausência de um conflito maior é o que perpassa o tema da fé que o filme tenta mostrar. Um dos pontos mais comuns quando se questiona sobre a possibilidade de haver vida fora da Terra é a relação destes seres com as nossas divindades. Afinal, se somos todos filhos de Deus, se somos a imagem e semelhança do Criador, quem são estes seres que não são semelhantes a nós? No entanto, a ex-noviça Jane vai do questionamento sobre a fé e a dúvida sobre a existência de Deus que poderia ser causada com a divulgação da informação confidencial para uma sensação de paz resolvida em duas linhas da Bíblia citada pela Irmã Maura (Elizabeth Marvel). Ou seja, um conflito facilmente resolvido.

É louvável o esforço de Spielberg em apostar na conciliação e acreditar que respostas fáceis sobre temas complexos satisfariam a humanidade, que pararia passivamente para assistir ao furo do século em sua rede de TV favorita. De certa forma, é um pouco o Spielberg lúdico de “E.T” numa nova roupagem em “Dia D”.

No entanto, paremos e pensemos um pouco sobre o mundo em que nós seres humanos vivemos atualmente. Estamos nos tornando cada vez mais individualistas e egoístas. De tempos em tempos, elegemos pessoas desprezíveis para comandar nossos governos, como o que vemos nos Estados Unidos de hoje. Acreditamos em mentiras espalhadas feito vírus por redes que são muito mais antissociais do que sociais. Nos tornamos dependentes destas mesmas redes sociais e suas diárias injeções de dopamina. Há grupos que acreditam que a Terra é plana e grupos que não confiam em vacinas. Não aceitamos conviver com as diferenças e perseguimos imigrantes, homossexuais, negros ou qualquer outro grupo que vemos como “potencial ameaça” ao nosso status. Há cada vez mais guerras pelo mundo, que geram perdas de vidas, crise econômica, desemprego e inflação. Rapidamente passamos a depender de Inteligência Artificial como quem depende de água. Água esta que está sendo consumida pelos data centers que mantém a IA ativa. Vivemos crises contínuas de saúde mental e uso de drogas (legais e ilegais). A humanidade vive uma crise em que só historiadores podem encontrar paralelos na história humana. Eu não tenho essa capacidade.

Diante deste breve cenário, acreditar que a revelação da existência de alienígenas ocorreria de forma pacífica ou com pouca resistência como vemos em “Dia D” é de uma inocência admirável. Tal revelação seria um ponto de virada na história humana, com consequências que eu não consigo imaginar.

Apesar desta breve reflexão sobre a substância do filme, penso que, apesar e um certo grau de opacidade, “Dia D” tem qualidades. É uma aventura que se mantém tensa do início ao fim a partir dos seus três vértices principais: Kellner, Margaret e Hugo. Vamos de um a outro personagem nesta corrida contra o tempo para revelar a verdade enquanto Scanlon tenta impedir a grande revelação. E há uma certa ansiedade para que o trio se encontre e nos dê as respostas que queremos ter. No fim, embora não seja um filme que esteja entre seus melhores trabalhos, “Dia D” ainda é um bom entretenimento que Spielberg nos oferece.

Nota 7,5/10

quinta-feira, 4 de junho de 2026

He-Man é a "Barbie" dos meninos, mas com menos musculatura intelectual

Toda vez que o cinema acerta uma fórmula de sucesso, a tendência que vemos nos anos subsequentes é o surgimento de cópias que quase sempre não são tão boas quanto as ideias originais. Foi assim depois de “Matrix” (1999) e sua tecnologia revolucionária para a época. Foi assim com a construção do Universo Marvel a partir de “Homem de Ferro” (2008). “Mestres do Universo” (Masters of the Universe, no original) é o mais novo exemplo que é uma mistura disso tudo. Pega o início de uma nova onda, a das adaptações para o cinema de brinquedos, games e desenhos animados, e surfa muito no sucesso estabelecido por “Barbie” (2023).

Pode-se, inclusive, dizer, que “Mestres do Universo”, ou “He-Man” como o desenho animado ficou conhecido no Brasil, é uma espécie de “Barbie” dos meninos. Uma “Barbie” sem a mesma, digamos, musculatura intelectual, mas igualmente divertido e muito mais galhofeiro.

E acho que o grande trunfo do filme dirigido por Travis Knight foi mesmo não se levar a sério, abraçar a galhofa e saber brincar até com algumas coisas do desenho e do universo do He-Man que sempre pareceram meio ridículas, mas nunca incomodaram nenhum fã da animação. Como o momento em que o Adam (Nicholas Galitzine) se transforma no guerreiro de Eternia, quando, aparentemente, ele fica pelado diante de quem estiver vendo a sua transformação.

A história desta nova versão de “Mestres do Universo” não tenta inventar a roda. É praticamente como um episódio do desenho animado, mas ao mesmo tempo tenda dar uma nova origem ao personagem, sem ferir grandes suscetibilidades. Quando Adam ainda era uma criança, o Esqueleto (Jared Leto) invade o reino do Rei Randor (James Purefoy), em busca da Espada do Poder para dominar o mundo, ser invencível e aquele blábláblá de sempre.

Pegos de surpresa pelo exército que não tinha apenas magia, mas também muita tecnologia, os soldados do rei liderados por Mentor (Idris Elba) são derrotados. Num esforço para não ver Eternia ser totalmente derrotada, a Feiticeira (Morena Baccarin) manda o jovem Adam junto com a Espada do Poder para a Terra. Adam, no entanto, perde a espada na viagem galáctica e é obrigado a viver os 15 anos seguintes no nosso mundo.

Aqui é onde o filme segue a mesma fórmula de “Barbie” quando a personagem vivida por Margor Robbie também faz uma viagem para o “mundo real”. Assim como no filme de Greta Gerwig vimos Barbie e Ken enfrentando situações completamente diferentes e que eles não conheciam em seu mundo, em “Mestres do Universo” vemos um Adam enfrentando seus próprios dilemas, totalmente deslocado, obcecado por um mundo que ele garante que é real, mas ninguém acredita, e por encontrar a sua espada, o que causa uma série de constrangimentos no departamento de Recursos Humanos de uma empresa em que ele trabalha.

O período na Terra é relativamente rápido e funciona em alguns aspectos para mostrar este deslocamento de Adam e a necessidade de voltar para o seu outro mundo. Afinal, Adam é filho de uma humana com um rei de Eternia. Por outro lado, é onde ele igualmente marca as diferenças entre o trabalho de Gerwig e o de Knight. Em “Barbie” o choque de mundos é o palco ideal para um filme que reflete sobre desigualdade de gênero, consumismo, a cultura corporativa, masculinidade tóxica e o papel dos homens na sociedade, entre outras questões. Em “Mestres do Universo”, o período na Terra é mais usado para fazer piadas corporativas (ainda que a melhor de todas tenha acontecido com o uso do termo team building em Eternia) e piscadelas para a cultura nerd. Tanto que o filme nem perde muito tempo com o Adam lá. Logo que ele encontra a espada, Teela (Camila Mendes) vai buscá-lo para o levar de volta a Eternia onde Adam se torna a grande esperança de salvar o mundo das garras do Esqueleto.

É em Eternia que o filme cresce. Num mundo que têm uma lógica toda própria e em que ciência e fé caminham abraçadas, num mundo que tem espadas e raios lasers, naves e tigres gigantes, tudo é possível. E é aqui que o filme de Knight brilha, pois neste planeta tão sui generis, o melhor mesmo é abraçar a galhofa. E aqui a farofa voa tão bem que para ficar melhor só se tivesse alguns momentos uma trilha sonora com Poison ou Mötley Crue.

“Mestres do Universo” também funciona bem como uma aventura leve. Enquanto Adam tenta descobrir o seu propósito e o tamanho dos seus poderes, ele consegue transformar-se na cola que une os guerreiros outrora derrotados na missão de recuperar Eternia das mãos do Esqueleto, que se mostra ser o vilão caricato que sempre vemos na animação. A partir daí, seguimos com piadas e boas cenas de ação que vão divertir os fãs de He-Man.

Isto faz com que o filme seja divertido, ainda que ele tenha alguns problemas. Entre eles estão o roteiro, que é basicamente um fiapo de história e o papel da Maligna (Alisson Brie), que parece muito subserviente na sua relação tóxica com o Esqueleto. Além de eu ter achado que foi mal aproveitada no filme. Vemos mais destaque a nomes como o Fisto (Jóhannes Haukur Jóhannesson) e o Ariete (Jon Xue Zhang) do que para ela. Gosto mais da recente versão da Maligna que vemos nas animações da Netflix. Afinal, entre o bem do He-Man e o mal do Esqueleto, a Maligna é o elemento mais cinzento daquele mundo.

Por outro lado, o filme deixa claro que não vai parar por aí. Em especial depois das três cenas extras durante os créditos. Em uma delas, vemos uma personagem importante que me pegou de surpresa e mostrou que a história do He-Man ainda vai se expandir bastante.

Nota 7/10.