sexta-feira, 1 de maio de 2026

Os filmes e as séries de abril

Os filmes e as séries mais interessantes de abril:

O Drama (The Drama — EUA) — Aquele filme que nos traz duas lições. A primeira é que não se deve misturar vinho com conversas francas. A segunda é que é preciso escolher bem a sua madrinha de casamento. Aqui temos Zendaya e Robert Pattinson vivendo uma tensão desnecessária às vésperas do casamento. Tudo porque resolveram tirar uns esqueletos do armário.

Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra (Good Luck, Have Fun, Don´t Die — ALE, EUA) — Sam Rockwell vivendo um doidão do futuro que tenta salvar a humanidade do apocalipse que será causado pela Inteligência Artificial. Meu maior medo é que o filme do Gore Verbinsky ainda vai deixar de ser uma maravilhosa diversão para passar a ser visto como uma premonição.

Socorro! (Send Help — EUA, CAN, ING, AUS, TAI) — Rachel McAdams fazendo o que todo trabalhador gostaria de fazer com o chefe abusador. O filme de Sam Raimi é sobre como o burn out acaba com a cabeça do operário do capitalismo. E ainda há quem defenda a escala 6 x 1.

53 Domingos (53 Domingos — ESP) — Uma comédia deliciosa de Cesc Gay baseada na peça do próprio diretor. Aqui, Javier Cámara, Carmen Machi e Javier Gutierrez vivem três irmãos que não se dão muito bem e precisam se reunir para decidir o que fazer com o pai octogenário, que já está dando sinais de que não pode mais viver sozinho. No meio disso, muita roupa suja lavada e alfinetadas entre eles.

Mektoub, My Love: Canto Due (Mektoub, My Love: Canto Due — FRA) — Abdellatif Kechiche mostrando que o verão e a juventude são incríveis, mas se você não tomar cuidado a festa pode acabar em BO.

Caminhos do Crime (Crime 101 — ING, EUA) — Estou chocado de como eu achei este filme legal. O elenco era estelar. Tinha Chris Hemsworth, Mark Ruffalo vivendo mais um detetive cansado, Barry Keoghan, Halle Berry, Jennifer Jason Leigh, Nick Nolte… mas ele tinha uma carinha de enlatado estadunidense daqueles que eu vi muito nas Sessões da Tarde. Bem, é um pouco, mas é também uma história divertida sobre um ladrão de joias que se mete em algumas enrascadas e traições.

The Pitt (The Pitt — EUA — HBO) — Eu nunca acreditei que a segunda temporada de “The Pitt” seria tão incrível quanto a primeira. Eu estava fragorosamente errado. A série foi mais uma vez impecável na forma e atual no conteúdo. A subtrama do ICE, a polícia política do governo de Gilead, ops, dos Estados Unidos, mostrou que os roteiristas vão botar o dedo na ferida sim. E ainda tivemos outras histórias importantes envolvendo a falta de um SUS naquele país, o descaso com vítimas de violência sexual, e o looping infinito do doutor Robby abraçado ao burnoutinho Robinavitch, não conseguindo sair do hospital, e questionando o que está fazendo da vida por ser um solteirão de mais de 40 anos ferrado da cabeça. Eu só tenho um desejo e uma preocupação com “The Pitt”.

Desejo — Precisamos de um spin off mostrando os NIGHT CRAWLERS do night shift porque tem muito personagem interessante ali.

Preocupação — Será que “The Pitt” e a minha amada HBO vão continuar afiados, sexys e com o pé fundo na política agora que a Warner foi comprada pela Paramount e seus donos conservadores e alinhados com o que há de pior na história estadunidense? A ver.

DTF St. Louis (DTF St. Louis — EUA — HBO) — É muito difícil a HBO errar quando junta crime, tragédia e uma meia dúzia de personagens extremamente interessantes. Nesta série criada por Steve Conrad, David Harbour vive o maior people pleaser da história da TV em uma trama rocambolesca sobre amizades complexas, fetiches e apps de relacionamento.

Falando a Real (Shrinking — EUA — Apple TV) — “Falando a Real” tem um dos melhores textos da TV atualmente. É uma série agridoce que trata de temas difíceis como luto, solidão e doenças, mas com uma dose de humor. Foi muito legal ver o Michael J. Fox contracenando com o Harrison Ford nos episódios mais focados na questão do Parkinson. Ford, aliás, vive um dos melhores momentos na carreira nesta série. A terceira temporada teve cara de fim de um ciclo para todos os personagens. Como a quarta já foi confirmada pela Apple TV, estou curioso para ver para onde a série caminhará.

Talamasca: A ordem secreta (Talamasca: The Secret Order — EUA — AMC) — Todo mundo quer um universo expandido para chamar de seu. O da AMC é o da escritora Anne Rice. Depois do que assumo ter sido um sucesso da série “Entrevista com o vampiro”, que vai para a terceira temporada com o nome de “O vampiro Lestat”, e de “As bruxas Mayfair” surgiu este outro spin-off baseado no mesmo universo sobre a ordem secreta Talamasca. E surpreendentemente até que ela é bem legal. É basicamente uma série de espionagem com vampiros, bruxas e zumbis.