domingo, 31 de maio de 2026

Os filmes e as séries de maio

Os filmes e as séries mais interessantes de maio:

O diabo veste Prada 2 (The Devil Wears Prada 2 — EUA) — Parabéns a todos os envolvidos. Primeiro porque a continuação é tão boa ou melhor do que o filme original. Segundo porque eu adorei que o filme deixou de ser sobre a indústria da moda para ser uma reflexão sobre a triste morte agonizante do jornalismo. E foi fascinante ver como a Miranda de Meryl Streep tenta sobreviver enquanto observa o seu poder diminuir de forma galopante.

Star Wars: O Mandaloriano e Grogu (Star Wars: The Mandalorian and Grogu — EUA) — Não sei se precisava ser um filme no cinema, mas que aventura gostosinha de assistir. É como um longo episódio da série que eu paguei um extra para ver. E claro que vai vender boneco.

Nino de Sexta a Segunda (Nino — FRA) — Este filme de Pauline Loquès conta a história de um jovem diagnosticado com um câncer que tenta se reconectar consigo mesmo e com o próprio corpo nos dias que antecedem ao início do tratamento. Acho muito interessante como uma cidade fotogênica como Paris desaparece enquanto o protagonista vai de um lado para o outro em busca das respostas que precisa para a sua alma. A participação de Mathieu Amalric é a cereja no bolo.

Uma infância alemã (Amrum — ALE) — Passado no fim da Segunda Guerra, o filme de Fatih Akin mostra os ecos do conflito numa ilha isolada do Mar do Norte enquanto um menino tenta ajudar a mãe, que apesar de todas as dificuldades permanece cega pelo nazismo. Parece até uma galera que eu conheço nos dias de hoje.

O Mago do Kremlin (Le mage du Kremlin — FRA, EUA) — Olivier Assayas dirige grande elenco estadunidense (Paul Dano, Alicia Vikander, Jeffrey Wright, Jude Law) em uma história inspirada em Vladislav Surkov, assessor político de Vladimir Putin. No filme, o fictício Vadim Baranov é um diretor de teatro e TV que cresce em influência no Kremlin construindo as narrativas de desinformação e contra-informação para ajudar o governo Putin. Por vezes é um filme moroso, mas eu curti.

A cronologia da água (The chronology of water — EUA, FRA, LET) — Acho que a diretora e roteirista Kristen Stewart tem mais potencial do que a atriz Kristen Stewart. Embora esta sua estreia não tenha me enchido os olhos, penso que o filme tem uma visceralidade e uma dose de experimentalismo interessantes. O trabalho de Imogen Potts é incrível.

Hacks (Hacks — EUA — HBO) — Há séries que acabam mal (não vamos citar nomes). Há séries que terminam satisfatoriamente. O difícil é uma série acabar muito bem. E pode-se dizer que “Hacks” conseguiu isso. Eu já tinha gostado de toda a temporada, mas o último episódio foi um presente para os fãs que acompanharam toda a jornada da comediante Deborah Vance (Jean Smart) e sua roteirista e amiga Ava Daniels (Hannah Eibinder). Que série maneira e que acaba lá no alto.

Rooster (Rooster — EUA — HBO) — A série conta a história de um escritor vivido por Steve Carrell que vai dar aulas numa universidade. Lá ele redescobre o prazer de estar associado a uma comunidade ao mesmo tempo em que tenta fazer o certo (errando muito) na sua intrincara relação com a filha. É uma comédia agridoce bem legal.

Invencível (Invincible — EUA — Prime Video) — Depois de uma terceira temporada esquisita e meia boca, “Invencível” definitivamente recuperou o fôlego com uma quarta temporada muito boa, que terminou com um dilema moral para o protagonista em seu problema com os viltrumitas.

Mulheres Imperfeitas (Imperfect Women — EUA — Apple TV) — No início da série eu estava pensando: como a Nicole Kidman deixou essa história passar por ela? Logo ela, especialista em séries ruins com mulheres ricas como protagonistas? Mas aí a série foi melhorando e teve um final satisfatório. O nome faz jus ao que ela é. Que amizade complicada a deste trio.

Star Wars: Maul — Lorde das Sombras (Star Wars: Maul — Shadow Lord — EUA -, Disney Plus) — Eis uma boa surpresa. Fui ver a animação por causa do Wagner Moura (cujo personagem é excelente), e sai satisfeito demais com a história e as lutinhas de espada. A série apelou no final, mas aceito demais essa apelação. Pode encomendar a segunda temporada.

sábado, 2 de maio de 2026

Book Review: “O pássaro de peito vermelho”, Jo Nesbø

“- O que é que a tua intuição diz acerca do homicídio?

- Não sei. Fala com a Kripos.

- Falarei, mas o que é que a tua intuição te diz acerca do homicídio?

- Que foi um profissional. Não foi um crime passional. E apesar de eu ter dito que a morte foi limpa e meticulosa, não me parece que tenha sido cuidadosamente planeada.”

“O pássaro de peito vermelho” é a terceira história do detetive Harry Hole e a minha favorita até aqui. Tenho aos poucos lido o trabalho de Joe Nesbø, um escritor norueguês de histórias policiais e, por mais que gostasse de ler as suas histórias, até então não conseguia compreender o enorme sucesso que Nesbø adquiriu ao longo das últimas décadas.

Este livro, porém, começa o que acredito ser um turning point da minha opinião sobre Nesbø. O livro é de fato intrigante e com mais camadas que as anteriores histórias de Nesbø.

Aqui, o detetive Hole tem como missão vigiar um neonazista que acabou de deixar a prisão por uma tecnicalidade judicial, mas a sua investigação acaba se aprofundando ainda mais e faz Hole mergulhar nas histórias de noruegueses que lutaram pelo nazismo na Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, o detetive luta contra o tempo para evitar que aconteça um homicídio.

“O pássaro de peito vermelho” é um bom exemplo da literatura chamada de Nordic noir que gosto tanto de ver em séries de TV. Sua narrativa fragmentada ajuda a criar um clima de suspense que vai crescendo ao longo do livro enquanto se tenta desvendar o quebra-cabeças no qual Hole está metido.

Ao ligar o crime que acontece na Noruega do presente com fatos ocorridos na Segunda Guerra Mundial, “O pássaro de peito vermelho” constrói uma linha de ação e consequência que nos mostra como eventos ocorridos no passado podem criar eco décadas depois.

Este livro ainda explora como as ideias radicais de extremismo podem sobreviver ao longo do tempo. Algo que estamos vivenciando muito fortemente nos dias de hoje, mas sobre o qual Nesbø já falava em 2000, ano da primeira publicação deste livro.

Em resumo, “O pássaro de peito vermelho” é um passo adiante no estilo literário de Nesbø. Tem uma estrutura mais ambiciosa que “O Morcego” (1997) e “Baratas” (1998), um thriller mais eficaz com mistérios bem construídos e acho que aqui conseguimos mergulhar um pouco melhor na alma de Hole, vendo-o com mais complexidade para além de um mero policial competente com problemas de bebida.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

“O Diabo Veste Prada 2” e a morte agonizante do jornalismo

Dá uma certa melancolia assistir a “O Diabo Veste Prada 2”. Exatamente vinte anos depois do primeiro filme, a sequência, também dirigida por David Frankel, tem uma realista e dura visão sobre o mundo do jornalismo a partir das transformações sofridas ao longo das últimas duas décadas. Se o primeiro filme era sobre a indústria da moda, mas também sobre o mercado de trabalho a partir dos desmandos de uma chefe abusiva, o segundo parte da mesma premissa da indústria da moda, mas nos pega de surpresa ao ser mais sobre a morte agonizante do jornalismo.

Ao longo do filme, acompanhamos as transformações pelas quais passaram a jornalista Andy Sachs (Anne Hathaway), a outrora primeira assistente de Miranda, Emily (Emily Blunt) e a própria Miranda Priestley (Meryl Streep).

Desde que deixou de trabalhar para Miranda, Andy construiu uma carreira de sucesso no jornalismo, que era o seu grande desejo há 20 anos, quando começou a trabalhar como assistente de Miranda. O problema é que o mundo e o mercado de trabalho vêm mudando constantemente, passando por transformações, e o jornalismo sofre com isso. Foi assim que Andy e toda a equipe de reportagem da qual ela faz parte acaba por ser demitida por e-mail pelo jornal para o qual ela trabalha justamente na noite em que ela está a receber mais um prêmio importante por uma de suas reportagens.

Desde o início, portanto, Frankel dá o tom sobre o que será o filme. Será sobre crise, desemprego, necessidade de adaptação ao mundo moderno e as transformações que não impactaram somente as redações, mas também o mundo da moda.

Do outro lado, Miranda também não vive os seus momentos mais gloriosos. Agora controlada pelo RH e por sua primeira assistente, Amari (Simone Ashley), Miranda não pode mais ter o comportamento venal que costumava ter no passado, nem tecer comentários terríveis sobre a aparência ou que mostrem que ela está a praticar assédio moral com seus funcionários. Ainda assim, Miranda permanece com a língua afiada e os olhares matadores que só a Meryl Streep sabe fazer.

Uma reportagem aparentemente mal apurada coloca a “Runway” em maus lençóis e acaba forçando Miranda a se juntar novamente a Andy, agora contratada para chefiar o departamento de reportagem da revista.

A partir daqui o filme vai traçando as diferenças sobre a “Runway” do passado e a atual e do próprio mercado de trabalho. Miranda se vê forçada a ceder e a engolir sapos, pois os anunciantes têm cada vez mais poder de decisão. É o caso da Dior, onde agora Emily está trabalhando. Ela também se vê sendo forçada a lidar com orçamentos mais apertados, mudanças nos padrões de qualidade e na forma como a revista se colocar diante de um mundo tecnológico e em constante transformação. Andy, por sua vez, tem que lidar com o jeito Miranda de ser e ainda tentar manter o seu trabalho.

Eu acho curioso como neste segundo filme, Andy é como a personificação da resistência do jornalismo neste mundo hiperconectado em que todos vivemos marcados por uma pluralidade de vozes, mas pouca qualidade no discurso. Ela é a jovem que ainda tem garra para brigar, mas que está em negação diante da realidade de uma decadência galopante, corte de custos, novas lideranças que não entendem nem querem entender o negócio e só pensam em números, demissões em massa… Uma realidade que afeta até uma revista poderosa como a “Runway”.

Parte de Miranda, porém, a grande e amarga visão do futuro. Miranda resiste porque é um bastião daquilo que de melhor (e também pior) existiu no mundo do jornalismo. Ela resiste, mas sabe que o fim está próximo. Afinal, uma de suas qualidades é estar cinco passos a frente de todos ao seu redor. O olhar dela para a famosa Galleria Vittorio Emmanuelle II, em Milão, é de prazer e despedida, pois sabe que o grande desfile que a revista acabou de organizar, com direito a um concerto de Lady Gaga, possivelmente será um dos últimos não dá carreira dela, mas da história da revista, pois o jornalismo não comporta mais orçamentos desta magnitude.

Parte de Miranda, aliás, a frase mais triste e premonitória do jornalismo, quando ela se vira para Andy e diz que a “Runway” é como uma tora boiando durante o afundamento do Titanic. Ou seja, elas ainda estão sobrevivendo naquele mundo. Mas até quando?

“O Diabo veste Prada 2”, tem essa tristeza, mas também provoca uma feliz nostalgia. Rever o primeiro filme antes do segundo pode ser interessante para enriquecer a experiência. Logo em uma das primeiras cenas, vê-se os dois cintos que no primeiro filme causaram tanta controvérsia na chegada de Andy a “Runway” sendo vendidos num camelô nas ruas de Nova York. Ela dá um sorriso, segue em frente e o espectador que tem o primeiro filme fresco na memória sorri junto. Ali, vemos uma referência, mas só depois percebemos que o filme estava também plantando a sua temática sobre as transformações sofridas pelo mercado nestas décadas que se passaram. O filme também é cercado de referências e piscadelas ao trabalho original que farão o fã sorrir ou se lembrar de situações e compará-las com o que está vendo na versão de 2026.

Muito sobre o filme de Frankel é sobre a mudança dos tempos. Em alguns aspectos elas foram para melhor, como a necessidade de controlar o comportamento abusivo de Miranda. Outras permanecem iguais, como o regime ainda terrível de suas assistentes. E quando se trata do mundo do jornalismo, bem, qualquer um que tenha passado por uma redação nos últimos 20 anos, reconheceu todos os movimentos que o filme mostra. O que prova que o trabalho da roteirista Aline Brosh McKenna foi impecável.

Já Stanley Tucci, continua sendo um coadjuvante de luxo. O seu Nigel, fiel escudeiro de Miranda, é um dos pontos altos do filme. Especialmente em suas interações com Andy, que, são cercadas de nostalgia do primeiro filme. E aos poucos ele tem o destaque que merece por ser um braço direito não muito reconhecido de Miranda.

A luz do filme, no entanto, é, e sempre foi Meryl Streep. A atriz sabe muito bem dizer muito com poucas falas. Sua postura, seu olhar… Streep está em um dos seus grandes trabalhos neste segundo filme. E ainda ganhou um companheiro de luxo na pele do novo marido vivido por Kenneth Branagh.

Se eu tivesse que fazer uma crítica ao filme está mais na forma como a Emily foi tratada nesta sequência. Ela tinha uma perspectiva interessante sobre o trabalho no mundo da moda ao trocar uma revista por uma marca de luxo. Na sequência, porém, há uma tentativa de transformá-la numa espécie de vilã do filme a partir de uma virada de roteiro, mas que o próprio filme não sustenta muito. Parece que Emily está um pouco perdida ao longo da história e que não era exatamente um desejo do roteiro de fazê-la ser uma antagonista surpresa de Miranda. A personagem de Emily Blunt ficou um pouco prejudicada neste segundo filme. Até porque no fim, o que “O Diabo Veste Prada 2” nos mostra é que o grande vilão da história é mesmo o capitalismo.

Nota 8/10

Os filmes e as séries de abril

Os filmes e as séries mais interessantes de abril:

O Drama (The Drama — EUA) — Aquele filme que nos traz duas lições. A primeira é que não se deve misturar vinho com conversas francas. A segunda é que é preciso escolher bem a sua madrinha de casamento. Aqui temos Zendaya e Robert Pattinson vivendo uma tensão desnecessária às vésperas do casamento. Tudo porque resolveram tirar uns esqueletos do armário.

Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra (Good Luck, Have Fun, Don´t Die — ALE, EUA) — Sam Rockwell vivendo um doidão do futuro que tenta salvar a humanidade do apocalipse que será causado pela Inteligência Artificial. Meu maior medo é que o filme do Gore Verbinsky ainda vai deixar de ser uma maravilhosa diversão para passar a ser visto como uma premonição.

Socorro! (Send Help — EUA, CAN, ING, AUS, TAI) — Rachel McAdams fazendo o que todo trabalhador gostaria de fazer com o chefe abusador. O filme de Sam Raimi é sobre como o burn out acaba com a cabeça do operário do capitalismo. E ainda há quem defenda a escala 6 x 1.

53 Domingos (53 Domingos — ESP) — Uma comédia deliciosa de Cesc Gay baseada na peça do próprio diretor. Aqui, Javier Cámara, Carmen Machi e Javier Gutierrez vivem três irmãos que não se dão muito bem e precisam se reunir para decidir o que fazer com o pai octogenário, que já está dando sinais de que não pode mais viver sozinho. No meio disso, muita roupa suja lavada e alfinetadas entre eles.

Mektoub, My Love: Canto Due (Mektoub, My Love: Canto Due — FRA) — Abdellatif Kechiche mostrando que o verão e a juventude são incríveis, mas se você não tomar cuidado a festa pode acabar em BO.

Caminhos do Crime (Crime 101 — ING, EUA) — Estou chocado de como eu achei este filme legal. O elenco era estelar. Tinha Chris Hemsworth, Mark Ruffalo vivendo mais um detetive cansado, Barry Keoghan, Halle Berry, Jennifer Jason Leigh, Nick Nolte… mas ele tinha uma carinha de enlatado estadunidense daqueles que eu vi muito nas Sessões da Tarde. Bem, é um pouco, mas é também uma história divertida sobre um ladrão de joias que se mete em algumas enrascadas e traições.

The Pitt (The Pitt — EUA — HBO) — Eu nunca acreditei que a segunda temporada de “The Pitt” seria tão incrível quanto a primeira. Eu estava fragorosamente errado. A série foi mais uma vez impecável na forma e atual no conteúdo. A subtrama do ICE, a polícia política do governo de Gilead, ops, dos Estados Unidos, mostrou que os roteiristas vão botar o dedo na ferida sim. E ainda tivemos outras histórias importantes envolvendo a falta de um SUS naquele país, o descaso com vítimas de violência sexual, e o looping infinito do doutor Robby abraçado ao burnoutinho Robinavitch, não conseguindo sair do hospital, e questionando o que está fazendo da vida por ser um solteirão de mais de 40 anos ferrado da cabeça. Eu só tenho um desejo e uma preocupação com “The Pitt”.

Desejo — Precisamos de um spin off mostrando os NIGHT CRAWLERS do night shift porque tem muito personagem interessante ali.

Preocupação — Será que “The Pitt” e a minha amada HBO vão continuar afiados, sexys e com o pé fundo na política agora que a Warner foi comprada pela Paramount e seus donos conservadores e alinhados com o que há de pior na história estadunidense? A ver.

DTF St. Louis (DTF St. Louis — EUA — HBO) — É muito difícil a HBO errar quando junta crime, tragédia e uma meia dúzia de personagens extremamente interessantes. Nesta série criada por Steve Conrad, David Harbour vive o maior people pleaser da história da TV em uma trama rocambolesca sobre amizades complexas, fetiches e apps de relacionamento.

Falando a Real (Shrinking — EUA — Apple TV) — “Falando a Real” tem um dos melhores textos da TV atualmente. É uma série agridoce que trata de temas difíceis como luto, solidão e doenças, mas com uma dose de humor. Foi muito legal ver o Michael J. Fox contracenando com o Harrison Ford nos episódios mais focados na questão do Parkinson. Ford, aliás, vive um dos melhores momentos na carreira nesta série. A terceira temporada teve cara de fim de um ciclo para todos os personagens. Como a quarta já foi confirmada pela Apple TV, estou curioso para ver para onde a série caminhará.

Talamasca: A ordem secreta (Talamasca: The Secret Order — EUA — AMC) — Todo mundo quer um universo expandido para chamar de seu. O da AMC é o da escritora Anne Rice. Depois do que assumo ter sido um sucesso da série “Entrevista com o vampiro”, que vai para a terceira temporada com o nome de “O vampiro Lestat”, e de “As bruxas Mayfair” surgiu este outro spin-off baseado no mesmo universo sobre a ordem secreta Talamasca. E surpreendentemente até que ela é bem legal. É basicamente uma série de espionagem com vampiros, bruxas e zumbis.