quarta-feira, 11 de março de 2026

E o meu Oscar 2026 vai para...

"Pecadores" e "O Agente Secreto"
Todo ano eu me imponho uma missão: assistir a todos os longas-metragens que concorrem a alguma categoria do Oscar. A ideia é brincar de votante da Academia e também montar um ranking que vá do melhor ao pior entre todos os indicados a todas as categorias. Nem sempre eu consigo cumprir a missão por motivos alheios a minha vontade, mas neste ano obtive 100% de aproveitamento. Foram 35 filmes indicados e 35 filmes vistos.

A primeira coisa que me chama a atenção é que o Oscar deste ano tem um ótimo nível de qualidade entre os seus indicados. Todas as categorias têm excelentes opções, salvo raras exceções. Uma medida que eu gosto de dar para fazer essa comparação é a nota média dos indicados a melhor filme. A desse ano ficou em 8,4, chegando bem perto dos 8,55 de 2024, a nota mais alta da série histórica desde quando eu comecei a fazer essa brincadeira.

Naquele ano de 2024, havia excelentes filmes como “Anatomia de uma queda”, “Oppenheimer”, “Zona de Interesse”, “Vidas Passadas”, “Assassinos da Lua das Flores” e “Barbie”. E a safra 2026 não fica atrás desse grupo, com filmes incríveis como “Pecadores”, “O Agente Secreto”, “Valor Sentimental”, “Uma batalha após a outra” e “Hamnet: a vida antes de Hamlet”. Cada um a sua maneira, estes cinco filmes têm um nível de excelência muito alto. E ainda temos nomes como “Bugonia” e “Sonhos de Trem”, que ficam um pouco atrás, mas não muito.

Dos dez indicados a melhor filme, também gosto de “F1”, embora ache que ele está sobrando um pouco nessa lista, e de “Frankenstein”. O que menos gostei é “Marty Supreme”, embora reconheça o ótimo trabalho de Timothée Chalamet como o protagonista.

Mas estou me antecipando. Vamos a alguns comentários categoria por categoria e os meus “votos” antes da cerimônia que acontece no próximo domingo, em Los Angeles.

FILME — Como já adiantei acima, tenho cinco favoritos nesta categoria. O que tornaria o meu voto uma verdadeira escolha muito difícil. No calor do final de 2025, eu acho que teria votado em “Valor Sentimental”, tanto que ele foi o meu filme favorito do ano passado por uma diferença de um fio de cabelo em comparação com “Pecadores” e “O Agente Secreto”. Quando vi “Hamnet” o coloquei imediatamente na pré-lista de melhores de 2026. E ainda tem “Uma batalha após a outra”, um filme importante para o momento atual dos Estados Unidos. Porém, hoje, se eu tivesse que votar acho que penderia mais entre “Pecadores” e “O Agente Secreto”. Acho que são dois filmes que tem um grau de originalidade maior do que os outros, que falam de temas políticos e sociais importantes e penso que seria uma escolha que refletiria um recado importante do Oscar para estes Estados Unidos de Donald Trump. Um recado mais forte até do que seria o de “Uma batalha após a outra”. No entanto, ficaria feliz com a vitória de qualquer um destes cinco filmes. Sobre os outros cinco, acho que estão um pouco atrás em qualidade e relevância.

ATOR — Assim como na categoria anterior, aqui também fico entre o Michael B. Jordan de “Pecadores” e Wagner Moura de “O Agente Secreto”, Dois trabalhos incríveis, desafiadores a sua maneira e cheio de camadas. No entanto, meu favorito acaba por ser o ator brasileiro. Ele aqui tem um nível de excelência acima da média. Minha medalha de bronze iria para o Leonardo di Caprio (“Uma batalha após a outra”) em uma categoria que está muito forte.

ATRIZ — Aqui eu tenho uma favoritaça. Jessie Buckley é a dona de “Hamnet”. Um trabalho fenomenal de uma atriz fenomenal que venho acompanhando há algum tempo. Para mim, o Oscar devia ir para ela. Mas se não for, ficaria bem feliz em ver Renate Reinsve premiada por seu trabalho em “Valor Sentimental”.

DIRETOR — Eu lamento que Kléber Mendonça Filho não esteja entre os indicados. Ele poderia facilmente ocupar o lugar de Josh Safdie, de “Marty Supreme”. Sua ausência não torna a minha escolha mais fácil. Até porque gosto do cinema mais contemplativo de Chloé Zhao (“Hamnet”), sou fã de longa data de Paul Thmas Anderson (“Uma bataha após a outra”) e adoro Joachim Trier (“Valor Sentimental”). Mas se tivesse que votar em um seria Ryan Coogler. O que ele alcançou em “Pecadores” dentro da tela e fora dela com seus acordos para fazer o filme e pelos direitos do filme mereciam ser premiados.

ATRIZ COADJUVANTE — Muito provavelmente ela não ganhará, mas a minha favorita aqui é Inga Ibsdotter Lilleaas. Ela é a atriz menos conhecida de “Valor Sentimental”, mas não fica nada atrás dos nomes mais badalados do filme. Sua participação não é grande em tempo, mas é enorme no aspecto emocional.

ATOR COADJUVANTE — O meu favorito aqui também vem de “Valor Sentimental”. Stellan Skarsgaard é um ator gigante que teve aqui uma das melhores atuações de sua carreira. Seria um pecado ele não ficar com esse Oscar, ainda que os trabalhos de Benicio del Toro e Sean Penn (“Uma batalha após a outra”) e Delroy Lindo (“Pecadores”) também sejam muito bons.

ROTEIRO ADAPTADO — Do original aqui, eu conheço “Hamlet” e “Frankenstein”, mas eu gosto tanto do roteiro de “Uma batalha após a outra” que votaria cegamente nele, mesmo sem termo de comparação com a obra de Thomas Pynchon, que, pelo que li, foi bem livremente adaptada por Paul Thomas Anderson.

ROTEIRO ORIGINAL — Existe roteiro mais original que o de “Pecadores”? É o meu favorito aqui, mas ficaria bem feliz se “Foi apenas um acidente” vencesse.

FILME INTERNACIONAL — A lista deste ano está excelente. Não tenho grandes objeções por qualquer um deles, mas como acho improvável que “O Agente Secreto” vença o prêmio principal, gostaria que vencesse pelo menos nesta categoria.

ANIMAÇÃO — Aparentemente, o favorito para vencer nesta categoria é “Guerreiras do K-Pop”, que foi um fenômeno em 2025, mas o meu favorito é “A pequena Amélie”. Também acharia bem legal se “Zootopia 2” vencesse.

DOCUMENTÁRIO — Os cinco documentários são importantes em diferentes níveis. Meu favorito é “Mr. Nobody Against Putin”, que conta a história de um professor de uma escola de uma cidade remota da Rússia que resolveu desafiar o autoritarismo do governo Putin e hoje vive escondido em algum país da Europa. Em segundo lugar, eu fico com assustador “The Alabama Solution”, que mostra a face da escravidão moderna em pleno Estados Unidos e a minha medalha simbólica de bronze iria para “Rompendo Rochas”, que mostra a luta de uma mulher iraniana por melhoria das condições de vida das pessoas, especialmente das mulheres, do seu vilarejo.

FOTOGRAFIA — Meu trabalho favorito aqui também é o que mais vem sendo falado, a fotografia de Adolpho Veloso por “Sonhos de Trem”.

MONTAGEM — Embora não goste muito do filme, incrivelmente gosto do trabalho de montagem de “Marty Supreme”. Acho que no cenário caótico do protagonista e sua história ela consegue dar um fio condutor bem interessante.

TRILHA SONORA — Adoro a trilha sonora de “Hamnet”, mas ela é mais discreta, E acho impossível não ficar ao lado da trilha maravilhosa de “Pecadores”.

FIGURINO — Ainda tento entender a indicação de “Avatar” aqui, afinal é tudo CGI. Gosto do figurino dos demais, mas acho que fico com “Pecadores” aqui também.

SELEÇÃO DE ELENCO — Esta é a nova categoria do Oscar, que premia a pessoa responsável por montar o elenco do filme. Meus favoritos aqui são “Pecadores” e “O Agente Secreto”, mas acho que o filme brasileiro fica na frente.

DIREÇÃO DE ARTE — Temos aqui cinco bons candidatos, mas se tiver que dar um voto apenas é para “Pecadores”.

CANÇÃO ORIGINAL — Acho que “Golden” (“Guerreiras do K-Pop”) ganhará por ser a canção mais pop, mas a minha favorita aqui é “I Lied to you”, de “Pecadores”.

EFEITOS VISUAIS — Não me surpreenderia se “Avatar” ganhasse aqui e acho que é o meu favorito por exclusão.

MAQUIAGEM E CABELO — O meu trabalho favorito aqui é o do filme japonês “Kokuho”.

SOM — Um blockbuster como “F1” sempre chama mais atenção nestas categorias. E o trabalho de som realmente é bom ali, mas meu favorito é também o de “Pecadores”.

Se todos os meus sonhos se realizassem, meu Oscar terminaria assim:

8 estatuetas — “Pecadores”

3 estatuetas — “Agente Secreto”

2 estatuetas — “Valor Sentimental”

1 estatueta — “Sonhos de Trem”, “Hamnet”, “Uma batalha após a outra”, “Marty Supreme”, “A pequena Amélie”, “Avatar: Fogo e Cinzas”, “Mr. Nobdy Against Putin” e “Kokuho”

Agora vamos ao meu ranking dos filmes do Oscar. Por uma questão de coerência, vou manter os filmes vistos em 2025 na ordem que eu mantive ao fim do ano passado, embora meus ”votos” para o Oscar reflitam menos esta realidade. De qualquer maneira, é muito difícil para mim colocar uma ordem nos cinco primeiros Acho todos ótimos.

1 -”Valor Sentimental”

2 — ”Pecadores”

3 — “O Agente Secreto”

4 — “Uma Batalha após a outra”

5- “Hamnet: A vida antes de Hamlet”

6 -”Bugonia”

7- “Foi apenas um acidente”

8 -”Sirât”

9 -”Sonhos de Trem”

10 — “Mr Nobody Against Putin”

11 — “Alabama: Presos do Sistema”

12 — “Kokuho — o preço da perfeição”

13- “Rompendo Rochas”

14 — “A voz de Hind Rajab”

15 — “ F1: O Filme”

16 — “A hora do mal”

17 — “A vizinha perfeita”

18 — “A pequena Amélie”

19 — “Zootopia 2”

20 — “Se eu tivesse pernas, eu te chutaria”

21 — “O ônibus perdido”

22 — “Frankenstein”

23 — “Embaixo da luz de Neon”

24 — “Guerreiras do K-Pop”

25 — “Blue Moon”

26 — “Marty Supreme”

27 — “Song Sung Blue — um sonho a dois”

28 — “Jurrasic World: “Recomeço”

29 — “Viva Verdi!”

30 — “Coração de Lutador: The Smashing Machine”

31 — “Diane Warren: Relentless”

32– “Avatar: Fogo e Cinzas”

33 — “Arco”

34- “Elio”

35 — “A meia-irmã feia”

domingo, 1 de março de 2026

Book Review: “A Cor do Hibisco”, Chimamanda Ngozi Adichie

“- Ifeoma, chamaste um padre? — perguntou o Pai.

- É só isso que tens para dizer, Eugene? Não tens mais nada para dizer, gbo? O nosso pai morreu! Tens a cabeça virada do avesso? Não me ajudas a enterrar o nosso pai?
 — Não posso participar num funeral pagão, mas podemos conversar com o padre da paróquia e organizar um funeral católico.

A Tia Ifeoma levantou-se e desatou aos gritos, numa voz instável.

- Mais depressa eu vendia a sepultura do meu marido morto do que organizava um funeral católico para o nosso pai, Eugene! Ouviste? Eu disse que mais depressa vendia a sepultura do Ifediora! O nosso pai era católico? Estou a perguntar-te, Eugene, ele era católico?” (Págs 231 e 232)

A cor do hibisco” é o livro de estreia da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie e o primeiro livro que leio desta autora. É difícil pensar sobre o quão rico e que leitura deliciosa eu tive em um livro que trata de temas tão pesados como violência doméstica e abuso físico e psicológico.

Não sabia nada do livro quando o comprei. Fui apenas atraído por uma breve sinopse, a fama da autora nos últimos dez anos, elogios de alguns amigos a ela e por sua belíssima capa toda roxa da editora Don Quixote. E que sábia escolha foi entrar na literatura de Adichie a partir desta história.

Passado em uma Nigéria pós-colonial, em meio a um período de instabilidade política e golpes militares e narrado em primeira pessoa pela perspectiva da adolescente Kambili, “A cor do hibisco” conta a história de duas famílias tão diametralmente opostas ligadas pelo grau de parentesco de Eugene, o pai de Kambili, e Ifeoma, a tia da protagonista.

Eugene é um fervoroso católico. Respeitado publicamente, mas que no íntimo cria a sua família com um controle abusivo, muito autoritarismo e expectativas irreais para a mulher os os filhos. Na sua família, Kambili e o irmão Jaja tem uma vida de privilégios que só a riqueza trás, mas de muita opressão e tensão. Sua mãe sofre com a violência por parte do pai, que controla os filhos a ponto de não os deixar passar sequer um tempo com o avô, abominado por Eugene por manter a sua tradição religiosa.

Quando os acontecimentos políticas levam Kambili e Jaja a passarem um tempo com a tia Ifeoma, irmã de Eugene, os jovens sentem os primeirs os ecos de liberdade. Apesar das dificuldades financeiras, Ifeoma é uma professora universitária que cria os filhos com amor e valores. E os prepara para o mundo. Assim ela trata também os sobrinhos, que descobrem toda uma realidade desconhecida ao mesmo tempo em que se veem com dificuldades básicas no dia a dia.

A casa de Ifeoma tem energia, uma família que se ajuda, tem cheiro, cor, textura e contrasta drasticamente com o clima sombrio que Eugene cria os filhos. Jaja se adapta facilmente. Kambili ainda parece tão fortemente presa aos desmandos do pai que quase sente uma culpa cristã por estar vivendo e experienciando algo próximo de uma sensação de felicidade. É nas relações de diferentes tensões com a prima Amaka e o padre Amadi que Kambili vai amadurecer e descobrir um mundo além do fanatismo religioso do pai.

“A cor do hibisco” é fascinante porque enquanto nos coloca dentro da Nigéria com suas cores, suas roupas, seus costumes, sua culinária e sua cultura, nos faz refletir sobre o colonialismo, que impõe a tradição europeia e católica em detrimento das religiões africanas e das tradições locais. O livro mostra como o pensamento colonial pode destruir a tão rica identidade cultural de um povo. Além de mostrar o impacto da violência e do autoritarismo num núcleo familiar como o da família de Kambili.

Protagonista da história. Kambili começa o livro como uma jovem tímida e reprimida, mas que passa por um processo de descoberta e autoconhecimento a partir do momento em que começa a se abrir para as diferentes realidades que a cercam e que estavam para além do muro repressor da sua casa, digamos, de perfil de colonizador.

O livro é uma jornada de amadurecimento simbolizada pelo hibisco roxo que, posteriormente, li que é um símbolo de liberdade, mudança e possibilidade de transformação. E o livro é todo sobre transformação. Do país, da vida de Kambili e daqueles que o cercam. 

“A cor do hibisco” é um livro lindamente escrito e foi uma belíssima porta de entrada na literatura de Adichie. Lamento apenas que a edição traduzida que li não tenha me dado mais contexto sobre alguns termos e expressões usados ao longo ds diálogos. Nem sempre conseguia compreender o que era colocado e, eventualmente, a importância deles. No entanto, não é nada que abale o entendimento esta história tão cheia de riqueza e camadas. Definitivamente pretendo explorar um pouco mais a obra da autora.

Os filmes e as séries de fevereiro

Os filmes e as séries mais interessantes de fevereiro:

Anêmona (Anemone — ING, EUA) — Daniel Day-Lewis de volta da aposentadoria para dar aquela força para o filhão em seu primeiro longa. Acho que o filme, que é um daqueles dramas familiares que dá o que falar no jantar de Natal, tem uma direção um pouco pesada e obsessão pelo zoom, mas ver os diálogos entre Day-Lewis e Sean Bean compensam. Escrevi mais sobre filme neste link.

Orwell: 2+2=5 (Orwell: 2+2=5 — EUA, FRA) — Documentário-ensaio maravilhoso de Raoul Peck. Aqui ele aproveita os diários de George Orwell e o livro “1984” para refletir sobre o avanço do extremismo no mundo, traçando paralelos entre o momento atual e a história humana. É de perder a fé e desejar correr para as montanhas.

Kokuho — O preço da perfeição (Kokuhô — JAP) — Drama de época focado no mundo do teatro Kabuki, o filme de Song-il Lee é daqueles épicos que não se vê muito hoje em dia. A jornada do protagonista me fez lembrar de “Cisne Negro” (2010) e acho que teria aproveitado mais o filme se tivesse um background sobre o kabuki.

A voz de Hind Rajab (Sawt Hind Rajab — TUN, FRA, EUA, ING, ITA, SAU, CYP ) — Um filme desesperador e um retrato terrível da brutalidade do exército israelense em Gaza.

Embaixo da luz de neon (Come See me in the good light — EUA) — Documentário bem comovente sobre a luta da poeta Andrea Gibson contra o câncer.

Diane Warren: Relentless (Diane Warren: Relentless — EUA) — Documentário bem legal sobre a vida e a vasta obra essa hitmaker e sua obsessão em ganhar um Oscar. Agora ela está apelando com esse filme, mas acho que a música dela infelizmente vai perder de novo.

Zootopia 2 (Zootopia 2 — EUA) — Especulação imobiliária, a ganância do capitalismo, a busca pela verdade. Tudo embalado numa história de crime, conspiração e amizade. Se eu soubesse que “Zootopia” era tão legal tinha visto antes. Essa eu devo ao Oscar.

O cavaleiro dos sete reinos (A knight of the seven kingdoms — EUA — HBO) — Que série legal este spin-off de “Game of Thrones”. Baseada no livro de mesmo nome de George R.R. Martin, a primeira temporada adaptou a primeira das três histórias do livro. É uma adaptação tão legal que parecia que eu estava lendo o livro. O tom é de aventura e bem diferente dos dramas de Westeros. Que venha a season 2.

O Gerente da Noite (The Night Manager — ING, EUA — Prime Video, BBC) — A primeira temporada desta série baseada no livro de John Le Carré já tinha sido uma das melhores de 2016. A segunda foi ainda melhor, com direito a um final de tirar o fôlego. Para quem gosta de tramas de espionagem, “O Gerente da noite” é excelente.

Os sete relógios de Agatha Christie (Agatha Christie´s Seven Dials — ING — Netflix) — Eu sou o mais novo fã de Agatha Christie. Vi esta série enquanto estava a ler um livro com uma outra história da autora e fiquei mergulhado nos mistérios dos dois lados. A série pode não ser uma obra-prima, mas é bem legal.

O Ensaio (The Rehearsal — EUA — HBO) — Esta é uma série que ressalta a vergonha alheia de alguns estadunidenses. A primeira temporada tem uma fanática religiosa que diz que Halloween é coisa do demônio e o Google não mostra isso porque está tomado de satanistas. A segunda temporada levanta uma tese sobre a falta de diálogo entre pilotos de avião ser a principal causadora de acidentes aéreos que, na verdade, não se sustenta. O Nathan Fielder parece mais querer validar o seu método um tanto quanto complicado do que encontrar respostas. A cereja do bolo foi o piloto dizendo que foi banido de todas as apps de relacionamento.

Fallout (Fallout — EUA — Prime Video) — Acho que a série mantém um nível de qualidade bem legal na segunda temporada. Gostei especialmente do episódio final. Mas é isso. Não morro de amores por “Fallout”.