Os filmes e as séries mais interessantes (ou nem tanto) que eu vi em março:
O caso dos estrangeiros (I was a stranger — JOR, PAL, EUA) — Um filme sobre como a guerra é uma tragédia humanitária que causa crises econômicas, políticas, de imigração. Um drama sobre a crise dos refugiados, a busca por sobrevivência e o peso do exílio. Infelizmente muito atual.
O Estrangeiro (L´étranger — FRA) — Adaptação de François Ozon para o clássico livro de Albert Camus. Com o auxílio do ator Benjamin Voisin, Ozon conseguiu transpor para a tela a filosofia do absurdo a partir da indiferença e uma certa apatia de Meursault. O diálogo final com o padre é maravilhoso. E filme em preto e branco é sempre bonito.
Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary — EUA) — Que filme fofo e good vibes. Um pouco inocente, porém muito legal. E Ryan Gosling puro carisma.
Yunan (Yunan — ALE, CAN, ITA, PAL, QAT, JOR) — Filme muito interessante sobre um escritor sírio exilado que tenta encontrar um sentido para a vida ao viajar para uma ilha remota no Mar do Norte.
Riefenstahl: Cinema e Poder (Riefenstahl — ALE) — Documentário que é um pouco sobre como uma genialidade é colocada à serviço do mal. O filme expõe as claras ligações da cineasta Leni Riefenstahl com o regime nazista ao mesmo tempo em que exibe a luta constante dela para negar o que as evidências mais do que comprovam.
Paul McCartney: Homem em Fuga (Paul McCartney: Man on the Run — ING, EUA) — Documentário bem legal sobre os anos de Paul McCartney pós o fim dos Beatles. Mostra a busca dele por um novo propósito com os Wings e a retomada da amizade com John Lennon.
Peaky Blinders: O Homem Imortal (Peaky Blinders: The Immortal Man — ING, FRA, EUA) — Este filme é tipo o final de “Game of Thrones”. Adoro o destino dos personagens. Não sei é se a jornada foi a melhor. É uma pena que a Netflix não vai deixar o corpo ser enterrado de vez e vai espremer mais um pouco o mundo de Peaky Blinders. Mas se eles trouxerem a Rebecca Ferguson de volta eu aceito.
A Graça (La Grazia — ITA) — A parceria de Paolo Sorrentino com o ator Toni Servillo sempre gera filmes interessantes. Aqui, Servillo vive um presidente em fim de mandato que tem que lidar com dilemas morais no governo enquanto é atormentado por um segredo do passado sobre a traição da sua falecida esposa.
Paradise (Paradise — EUA — Hulu) — Eu já havia gostado bastante da primeira temporada, mas esta segunda temporada mais do que dobrou a aposta. Entregou episódio impecável atrás de episódio impecável, surpresas atrás de surpresas. Foi tudo tão bom que fez o episódio final parecer menor. Fico feliz que a terceira temporada já foi confirmada, porque eu não estou pronto para me despedir deste mundo pós-apocalíptico.
Sequestro (Hijack — ING, EUA — Apple TV) — Quando eu vi que haveria uma segunda temporada de “Sequestro” perguntei: Por que? A primeira temporada foi legal, mas ninguém participa de dois sequestros. Ou você é muito azarado. A fórmula é a mesma da primeira temporada, trocando o avião por um metrô em Berlim. O Idris Elba se vira ns 30 e no fim tudo dá certo. Foi divertido, mas ok, já deu. Se bem que ainda dá para fazer uma terceira temporada num ônibus no Rio de Janeiro.
Refúgio do medo (Cold Haven — POR, ISL — RTP/Glassriver/SPI) — Série luso-islandesa com todos os elementos que gostamos. Um assassinato misterioso, detetive voltando para a cidade natal sem ter resolvido seus BOs, um monte de gente com cara de culpado, traficantes e um final de perder a fé na humanidade. Quem disse que a Islândia só tinha vulcão e a Bjork?
Terra de Pecadores (Synden — SUE — Netflix) — Os nórdicos gostam de um crime e o gênero nordic noir é toda uma cena. Esta série sueca até começa bem, mas o capítulo final é xexelento.
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