Os filmes e as séries mais interessantes de fevereiro:
Anêmona (Anemone — ING, EUA) — Daniel Day-Lewis de volta da aposentadoria para dar aquela força para o filhão em seu primeiro longa. Acho que o filme, que é um daqueles dramas familiares que dá o que falar no jantar de Natal, tem uma direção um pouco pesada e obsessão pelo zoom, mas ver os diálogos entre Day-Lewis e Sean Bean compensam. Escrevi mais sobre filme neste link.
Orwell: 2+2=5 (Orwell: 2+2=5 — EUA, FRA) — Documentário-ensaio maravilhoso de Raoul Peck. Aqui ele aproveita os diários de George Orwell e o livro “1984” para refletir sobre o avanço do extremismo no mundo, traçando paralelos entre o momento atual e a história humana. É de perder a fé e desejar correr para as montanhas.
Kokuho — O preço da perfeição (Kokuhô — JAP) — Drama de época focado no mundo do teatro Kabuki, o filme de Song-il Lee é daqueles épicos que não se vê muito hoje em dia. A jornada do protagonista me fez lembrar de “Cisne Negro” (2010) e acho que teria aproveitado mais o filme se tivesse um background sobre o kabuki.
A voz de Hind Rajab (Sawt Hind Rajab — TUN, FRA, EUA, ING, ITA, SAU, CYP ) — Um filme desesperador e um retrato terrível da brutalidade do exército israelense em Gaza.
Embaixo da luz de neon (Come See me in the good light — EUA) — Documentário bem comovente sobre a luta da poeta Andrea Gibson contra o câncer.
Diane Warren: Relentless (Diane Warren: Relentless — EUA) — Documentário bem legal sobre a vida e a vasta obra essa hitmaker e sua obsessão em ganhar um Oscar. Agora ela está apelando com esse filme, mas acho que a música dela infelizmente vai perder de novo.
Zootopia 2 (Zootopia 2 — EUA) — Especulação imobiliária, a ganância do capitalismo, a busca pela verdade. Tudo embalado numa história de crime, conspiração e amizade. Se eu soubesse que “Zootopia” era tão legal tinha visto antes. Essa eu devo ao Oscar.
O cavaleiro dos sete reinos (A knight of the seven kingdoms — EUA — HBO) — Que série legal este spin-off de “Game of Thrones”. Baseada no livro de mesmo nome de George R.R. Martin, a primeira temporada adaptou a primeira das três histórias do livro. É uma adaptação tão legal que parecia que eu estava lendo o livro. O tom é de aventura e bem diferente dos dramas de Westeros. Que venha a season 2.
O Gerente da Noite (The Night Manager — ING, EUA — Prime Video, BBC) — A primeira temporada desta série baseada no livro de John Le Carré já tinha sido uma das melhores de 2016. A segunda foi ainda melhor, com direito a um final de tirar o fôlego. Para quem gosta de tramas de espionagem, “O Gerente da noite” é excelente.
Os sete relógios de Agatha Christie (Agatha Christie´s Seven Dials — ING — Netflix) — Eu sou o mais novo fã de Agatha Christie. Vi esta série enquanto estava a ler um livro com uma outra história da autora e fiquei mergulhado nos mistérios dos dois lados. A série pode não ser uma obra-prima, mas é bem legal.
O Ensaio (The Rehearsal — EUA — HBO) — Esta é uma série que ressalta a vergonha alheia de alguns estadunidenses. A primeira temporada tem uma fanática religiosa que diz que Halloween é coisa do demônio e o Google não mostra isso porque está tomado de satanistas. A segunda temporada levanta uma tese sobre a falta de diálogo entre pilotos de avião ser a principal causadora de acidentes aéreos que, na verdade, não se sustenta. O Nathan Fielder parece mais querer validar o seu método um tanto quanto complicado do que encontrar respostas. A cereja do bolo foi o piloto dizendo que foi banido de todas as apps de relacionamento.
Fallout (Fallout — EUA — Prime Video) — Acho que a série mantém um nível de qualidade bem legal na segunda temporada. Gostei especialmente do episódio final. Mas é isso. Não morro de amores por “Fallout”.
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